Pierre Bourdieu, in Pour un mouvement social européen,
Le Monde Diplomatique, juin 1999 — Pages 1, 16 et 17, aussi in Contre-feux 2, Raisons d'agir, 2001, p. 13-23

"L'histoire sociale enseigne qu'il n'y a pas de politique sociale sans un mouvement social capable de l'imposer ( et que ce n'est pas le marché, comme on tente de le faire croire aujourd'hui, mais le mouvement social qui a « civilisé » l'économie de marché, tout en contribuant grandement à son efficacité ). En conséquence, la question, pour tous ceux qui veulent réellement opposer une Europe sociale à une Europe des banques et de la monnaie, flanquée d'une Europe policière et pénitentiaire ( déjà très avancée ) et d'une Europe militaire ( conséquence probable de l'intervention au Kosovo ), est de savoir comment mobiliser les forces capables de parvenir à cette fin et à quelles instances demander ce travail de mobilisation. "


samedi 30 août 2014

Relações de gênero, raça, classe e identidade social no Brasil e na França, Antonia dos Santos Garcia, Afrânio Raul Garcia Jr. (Organizadores)

Relações de gênero, raça, classe e identidade social no Brasil e na França
Antonia dos Santos Garcia
Afrânio Raul Garcia Jr.
(Organizadores)
Letra Capital
2013

Présentation de l'éditeur
Nas sociedades capitalistas contemporâneas a vida social é marcada por desigualdades de gênero, raça/etnia, geração etc., historicamente construídas. Este livro busca compreender os debates recentes sobre a pertinência de políticas de discriminação positiva que demonstram que buscar um futuro de igualdade entre cidadãos e cidadãs em estados democráticos supõe uma compreensão mais cuidadosa de um passado e de um presente de desigualdades marcantes. A solidariedade entre os povos se reforça à medida em que partilham combates contra a discriminação objetiva de grupos sociais claramente identificáveis. 
A novidade de nossa proposta é trazer temas fundamentais da contemporaneidade numa perspectiva de interseccionalidade de gênero, raça e classe, para examinar, simultaneamente, o que tem sido pensado sobre os descendentes de africanos e indígenas que vivem em diferentes continentes, e o sentido das mobilizações com base na condição de negros/as e indígenas para liquidar com as estigmatizações racistas e sexistas, e contribuir para promover a mobilidade social e aumentar a liberdade de decidir sobre os destinos coletivos. O estudo da condição da população negra e indígena no espaço social se refere tanto à objetivação da posição relativa dessas populações, perceptível através de mapas e tabelas estatísticas, quanto às representações sobre essa posição relativa na totalidade social e na memória histórica ou fundada em cosmologias religiosas provedoras de imagens da diáspora de afrodescendentes. 
A relevância dessa problemática, que foi tratada no I Seminário Gênero, Raça, Classe e Identidade Social na França e no Brasil e registrada nesta publicação, deve ser encarada como uma oportunidade e um desafio para pensar a atual produção teórica e empírica, tanto na França como no Brasil, assim como as políticas públicas de promoção da igualdade em nossas sociedades.

Aucun commentaire: