Pierre Bourdieu, in Pour un savoir engagé, Athènes, mai 2001, Raisons d'agir-Grèce, Le Monde Diplomatique, février 2002 — Page 3, aussi in Interventions, 1961-2001. Science sociale et action politique, Agone, P.465-469
"D’autre part, les mouvements sociaux ont apporté des méthodes d’action que les syndicats ont peu à peu, encore une fois, oubliées, ignorées ou refoulées. Et en particulier des méthodes d’action personnelle : les actions des mouvements sociaux recourent à l’efficacité symbolique, une efficacité symbolique qui dépend, pour une part, de l’engagement personnel de ceux qui manifestent ; un engagement personnel qui est aussi un engagement corporel.
Il ne s’agit pas de défiler, bras dessus bras dessous, comme le font traditionnellement les syndicalistes le 1er mai. Il faut faire des actions, des occupations de locaux, etc. Ce qui demande à la fois de l’imagination et du courage."

mercredi 8 août 2018

deuxième édition: Os herdeiros: os estudantes e a cultura

Pierre Bourdieu
Jean-Claude Passeron 
Os herdeiros
os estudantes e a cultura
Edufsc
2018

Présentation de l'éditeur
Tradução de Ione Ribeiro Valle e Nilton Valle 

Ao vislumbrar a construção de uma escola justa – para todos e de qualidade -, faz-se necessário desvelar os mecanismos de perpetuação e legitimação das desigualdades, abrigados sob o véu da neutralidade, da racionalidade meritocrática e da democratização da educação. Ao porem a nu o “jogo universitário”, Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron demonstram que a herança cultural exerce um papel fundamental na reprodução social. A leitura desta obra, meio século após sua publicação, ajuda a compreender a relação estreita entre desigualdades sociais e desigualdades escolares, cristalizada na educação escolar. Fica evidente, como vêm mostrando as estatísticas atuais referentes ao acesso ao ensino superior brasileiro, que as constatações de Os herdeiros não perderam sua validade.

Elaboradas no contexto de grandes transformações no sistema de ensino francês e motivadas pelos movimentos de Pierre Bourdieu (1930-2002) e Jean-Claude Passeron (1930-) desmontam o mito da escola republicana proclamada como instrumento de democratização e de promoção da mobilidade social. A partir de estudos empíricos sobre as atitudes de estudantes e professores universitários de Paris e da província, eles demonstram que a escola tem sobretudo como função legitimar e perpetuar as desigualdades diante da cultura metamorfoseando, por meio dos critérios de julgamento que emprega, os privilégios em méritos ou em “dons” pessoais.

Os herdeiros está na base do movimento de ruptura epistemológica que atinge as ciências sociais desde a metade do século XX. Seus autores, diplomados em filosofia, dedicam-se à investigação sociológica com o propósito de desvelar práticas sociais suficientemente naturalizadas. Enquanto os estudos de Pierre Bourdieu abrangem diferentes campos do conhecimento (sociologia, educação, política, cultura, mídia, economia), os trabalhos de Jean-Claude Passeron procuram promover a interdisciplinaridade entre sociologia, história e antropologia, visando compreender as dinâmicas culturais. Consequentemente, os estudos constituem-se um legado incontornável ao avanço das ciências contemporâneas.

 

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