Pierre Bourdieu. Contre-feux, Éditions Raisons d’agir, 1998, p.100

‘‘Contre ce régime politique [le néolibéralisme], la lutte politique est possible. Elle peut se donner pour fin d’abord, comme l'action caritative ou caritativo-militante, d’encourager les victimes de l’exploitation, tous les précaires actuels et potentiels, à travailler en commun contre les effets destructeurs de la précarité (en les aidant à vivre, à « tenir » et à se tenir, à sauver leur dignité, à résister à la déstructuration, à la dégradation de l’image de soi, à l’aliénation), et surtout à se mobiliser, à l’échelle internationale, c’est-à-dire au niveau même où s’exercent les effets de la politique de précarisation, pour combattre cette politique et neutraliser la concurrence qu’elle vise à instaurer entre les travailleurs des différents pays’’.



samedi 30 août 2014

Relações de gênero, raça, classe e identidade social no Brasil e na França, Antonia dos Santos Garcia, Afrânio Raul Garcia Jr. (Organizadores)

Relações de gênero, raça, classe e identidade social no Brasil e na França
Antonia dos Santos Garcia
Afrânio Raul Garcia Jr.
(Organizadores)
Letra Capital
2013

Présentation de l'éditeur
Nas sociedades capitalistas contemporâneas a vida social é marcada por desigualdades de gênero, raça/etnia, geração etc., historicamente construídas. Este livro busca compreender os debates recentes sobre a pertinência de políticas de discriminação positiva que demonstram que buscar um futuro de igualdade entre cidadãos e cidadãs em estados democráticos supõe uma compreensão mais cuidadosa de um passado e de um presente de desigualdades marcantes. A solidariedade entre os povos se reforça à medida em que partilham combates contra a discriminação objetiva de grupos sociais claramente identificáveis. 
A novidade de nossa proposta é trazer temas fundamentais da contemporaneidade numa perspectiva de interseccionalidade de gênero, raça e classe, para examinar, simultaneamente, o que tem sido pensado sobre os descendentes de africanos e indígenas que vivem em diferentes continentes, e o sentido das mobilizações com base na condição de negros/as e indígenas para liquidar com as estigmatizações racistas e sexistas, e contribuir para promover a mobilidade social e aumentar a liberdade de decidir sobre os destinos coletivos. O estudo da condição da população negra e indígena no espaço social se refere tanto à objetivação da posição relativa dessas populações, perceptível através de mapas e tabelas estatísticas, quanto às representações sobre essa posição relativa na totalidade social e na memória histórica ou fundada em cosmologias religiosas provedoras de imagens da diáspora de afrodescendentes. 
A relevância dessa problemática, que foi tratada no I Seminário Gênero, Raça, Classe e Identidade Social na França e no Brasil e registrada nesta publicação, deve ser encarada como uma oportunidade e um desafio para pensar a atual produção teórica e empírica, tanto na França como no Brasil, assim como as políticas públicas de promoção da igualdade em nossas sociedades.

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