« Je pense que les peuples ont pris conscience du fait qu’ils avaient des intérêts communs et qu’il y avait des intérêts planétaires qui sont liés à l’existence de la terre, des intérêts que l’on pourrait appeler cosmologiques, dans la mesure où ils concernent le monde dans son ensemble ».
En
1930, lors de sa candidature au Collège de France, Marcel Mauss a
souligné combien son oeuvre ne pouvait être dissociée du projet d’Émile
Durkheim et de l’École française : édifier une nouvelle forme de savoir,
la sociologie, issue du socialisme et visant à le rehausser à travers
la constitution des sciences sociales. Après la Grande Guerre, au milieu
de la crise du libéralisme, Mauss a assumé seul la tâche de relancer ce
projet, pour répondre aux avancées de l’anthropologie comme aux
attentes de la politique. Dans ses essais théoriques, il a reformulé les
principes et les visées de la sociologie, afin de mieux coordonner les
enquêtes spécialisées et les conduire enfin sur le terrain général de la
société saisie comme totalité.
En réunissant et en présentant ces textes, cet ouvrage vise à
restituer le cadre qui a conduit Mauss à forger l’idée de fait social
total, catégorie dont le sens a été déformé par l’interprétation de
Claude Lévi-Strauss. Il révèle aussi la présence inaperçue d’un héritage
toujours vivant, en repérant les traces des enseignements de Mauss dans
les enquêtes contemporaines. Seule cette prise de conscience du passé
dans le présent permet d’envisager une reprise de la sociologie générale
de Mauss, afin d’engager les sciences sociales dans la recherche du
fait socialtotal actuel, compris comme le ressort dynamique d’une
nouvelle émergence du commun.
Este é o quinto volume baseado nas conferências proferidas por
Pierre Bourdieu no Collège de France no início dos anos de 1980 sob o
título Sociologia geral. Neste quinto e último volume de Sociologia
geral, Pierre Bourdieu explora com profundidade as dinâmicas que
sustentam a construção do mundo social. O autor revela como o poder
simbólico molda nossas percepções, práticas e relações, atuando como uma
força invisível que organiza o tecido social.
vidéo: Tablerondesur Sociologia Geral 3 et 4 de Pierre Bourdieu
Le 30 mai 2024, 19h (31 mai à 00:00 pour la France), l'Ateliê de Humanidades, en partenariat avec Editora Vozes, organise une conférence sur les livres de Pierre Bourdieu « Sociologia Geral, Volumes 3 et 4 », parus en 2023.
Ces livres complètent presque la publication des cours de Bourdieu au Collège de France entre 1981 et 1985 (seul le volume 5 reste à publier).
Rita de Cássia Gonçalo Alves, Marcos Lacerda et Lucas Soneghet participent à la conversation, sous la médiation d'André Magnelli.
Cuando ingresa al Collège de France en 1982, Pierre Bourdieu está
especialmente interesado en reelaborar sus propios conceptos con
vocación de síntesis y divulgación. Por eso, decide dedicar nada menos
que cinco años a un curso de sociología general. Si en los primeros
cursos se concentra en las nociones de habitus y campo, en el presente
volumen, que corresponde a los últimos dos años, pone el foco en el
poder, es decir, en los modos en que se distribuyen las diferentes
especies de capital el económico, el cultural en cada campo del mundo
social: el artístico, el científico, el político, el jurídico, el
religioso.
Quien habla en estas clases es un Bourdieu preocupado por la embestida
neoliberal, que se traduce en desempleo masivo y estigmatización
creciente de los inmigrantes. Contra las perspectivas ingenuas que
preguntan quién gobierna, dónde están las clases dominantes o las
personas poderosas, si el poder viene de arriba o de abajo, Bourdieu nos
invita a abandonar las miradas complotistas, las que ven de un lado una
manipulación incesante y, del otro, la servidumbre voluntaria, la
complicidad o la traición. Si el poder simbólico solo se ejerce con la
colaboración de quien lo sufre, hay que reconstruir el sistema de
relaciones en que se sostiene y analizar en detalle cómo funcionan el
carisma y el consentimiento generalizado. Porque solo hay revolución
posible social, económica, artística si se ponen en cuestión los puntos
de vista dominantes.
A partir de ejemplos y citas que administra magistralmente para captar
la atención de sus estudiantes, Bourdieu disecciona el mundo social como
un lugar de luchas por imponer la visión legítima y correcta, con el
capital simbólico como arma privilegiada. Radiografía deslumbrante del
fetichismo del poder, este libro culmina una empresa intelectual que
sigue siendo inspiración y herramienta para las ciencias sociales.
Com Sociologia geral- Vol. 2: habitus e campo,
a Editora Vozes prossegue no projeto de publicação da tradução dos
cinco primeiros anos letivos de Pierre Bourdieu no Collège de France, de
1981 a 1986. Se no primeiro volume tivemos um curso introdutório curto
no qual Bourdieu se dedicou a elucidar o problema da classificação nas
ciências sociais, é neste volume que ele introduz os principais
conceitos de sua teoria da prática: habitus, campo e capital. Neste ano
letivo, o foco está nos dois primeiros conceitos – nos anos
subsequentes, ele examinará detalhadamente o conceito de capital e as
relações entre esses três conceitos e o resto de seu arcabouço teórico.
O curso que o próprio autor intitulou Sociologia geral
ocupa um lugar muito relevante tanto no percurso biográfico quanto
intelectual de Pierre Bourdieu. É nesse início da década de 1980 que ele
se consolida como o principal sociólogo francês depois de obras como A distinção e O senso prático e começa a trabalhar, com sua equipe de pesquisadores, nos projetos que culminarão em outros livros fundamentais, como Homo academicus, A nobreza do Estado e As regras da arte.
Um dos maiores atrativos deste curso, para aquele público que já
conhece a obra e as ideias de Bourdieu, é testemunhar esse momento
bastante fértil em que ele ao mesmo tempo busca fixar, na medida do
possível, os preceitos de sua teoria da prática que se desenvolvia desde
a década de 1960 e mostrar como essa abordagem era particularmente útil
para o desenvolvimento de pesquisas empíricas nas ciências sociais.
Assim, o curso é um tesouro tanto de ideias às vezes sendo desenvolvidas
durante as próprias aulas quanto de exemplos práticos quase sempre
retirados das pesquisas em andamento de Bourdieu.
Para o público que desconhece a trajetória e o
pensamento deste sociólogo, talvez o mais importante da segunda metade
do século XX, os cinco volumes deste curso representarão uma porta de
entrada inestimável a essa abordagem tão influente em tantas áreas do
pensamento social contemporâneo. Com seu caráter de transcrição do
discurso oral e seu intuito primariamente didático, o conteúdo dos
conceitos bourdieusianos fica bem mais evidente do que na maioria de
seus outros textos, que podem ser notoriamente desafiadores.
Mas todo o público leitor, independente de sua
familiaridade com os temas discutidos, tem neste curso a oportunidade
de encontrar um Pierre Bourdieu dedicado à tarefa pedagógica e à
incrível dificuldade de transmitir um conhecimento avançado, resultado
de décadas de trabalho empírico e teórico e da contribuição de vários
pesquisadores, para um público extremamente heterogêneo como o do
Collège de France. Vemos Bourdieu debruçado sobre o problema de
transmitir não apenas, e nem sequer primariamente, um conhecimento
teórico, mas também um método de trabalhar nas ciências sociais e, mais
do que isso, um modo de ver o mundo. Bourdieu talvez tenha sido o
sociólogo que levou o conceito de reflexividade ao seu nível mais
extremo e exigente, e este curso é uma contribuição imensa para a
compreensão desse aspecto que muitas vezes é subestimado nas
apropriações que são feitas de sua obra.
Este segundo volume, Habitus e campo, é mais longo tanto no número de aulas quanto no tempo de cada uma em comparação com o primeiro, Lutas de classificação. Isso
permite que Bourdieu se estenda não só sobre os conceitos de habitus e
campo em si e suas aplicações, mas também sobre sua gênese tanto teórica
quanto prática, posicionando sua abordagem em relação a outras
correntes filosóficas, sociológicas e antropológicas. As aulas seguem um
encadeamento que favorece sua compreensão em conjunto, mas também não
se esquivam de digressões sempre muito interessantes sobre temas
imprevistos ou sugeridos pelos alunos.
O projeto de publicação póstuma dos cursos de
Bourdieu no Collège de France é um dos principais movimentos levando a
uma renovação da apreciação e do interesse pelas ideias desse pensador
ainda tão central para as ciências humanas quase vinte anos depois de
sua morte. Habitus e campo ocupa um lugar de destaque nesse
projeto, e certamente se tornará uma das melhores referências para
aqueles que se aventuram no estudo, aplicação e extensão dessa abordagem
epistemológica, teórica e empírica.
Genel Sosyoloji,
Pierre Bourdieu’nün 1981-1983 öğretim yıllarında, Collège de France’ta
verdiği iki dönem dersini bir araya getiriyor . Bourdieu, sosyolojinin
konusunun ne olduğunu, sosyolojik bir araştırmanın temel ilkelerini,
çalışmalarının odağında bulunan habitus, alan ve sermaye kavramları
ışığında, örneklerle ve uygulamalı bir biçimde anlatıyor. Bir pratik
kuramı geliştirmeyi, bilimin öznesi ile nesnesi arasındaki ilişkinin bir
analizini yapmayı hedefleyen Bourdieu, teorisinin temel kavramlarının
birbirine eklemlenişini ve bu kavramları bir araya getiren ilişkilerin
yapısını irdeliyor. Sistemli biçimde sunduğu teorisini sürekli bir
sorgulama mantığında geliştiriyor. Derslerin tümünde kendi üslubunca
sosyolojik düşünmenin, sosyolojik yöntemin anahtarlarını sunuyor.
Pierre
Bourdieu sosyolojisini tanımak, anlamak ve uygulayabilmek için eşsiz
bir kaynak niteliğinde olan Genel Sosyoloji, aynı zamanda sosyal
bilimlerle ilgilenen herkese seslenen bir düşünce alıştırması...
“Bana
kalırsa ideal bir dersin vermesi gereken şey, hak ettiği anlamıyla
‘yöntem’ denilen şeydir (çünkü ‘yöntem’, bugün artık ne anlama geldiği
dahi anlaşılamayan, içi boşaltılmış bir sözcük... Yöntem ne dogmadır ne
de tezler – elbette bir dönem filozoflar tezler öne sürüyorlardı ama
benim tarzım kesinlikle bu değil). Amacım, bir dersin işleyişini olası
tüm aksaklıklarıyla ortaya koyarak, farkına varmaksızın kazanılabilecek
düşünme biçimleri ya da tarzları geliştirmek...” Pierre Bourdieu
Entre 1982 y 2001, Pierre Bourdieu dictó clases en el Collège de France.
En un esfuerzo impresionante de síntesis reflexiva y divulgación,
dedicó los primeros cinco años de enseñanza a una introducción general a
la sociología, algo muy infrecuente en esa institución. Convencido de
que lo propio del oficio científico es el arte de reconocer problemas
teóricos en los hechos más banales de la vida cotidiana, en cada
encuentro Bourdieu destina la primera hora a la exposición y discusión
conceptual, y convierte la segunda en un seminario abierto en el que el
tema y el tono cambian por completo para mostrar –con ejemplos y
situaciones concretas o hipotéticas, con humor y complicidad con los
participantes– cómo se puede construir un objeto, elaborar un método y
poner a prueba esas formulaciones teóricas. El presente volumen, que
corresponde al ciclo lectivo 1983-1984, está centrado en el concepto de
capital y en sus vínculos con las nociones de campo y habitus. Clase a
clase, Bourdieu desarrolla las diferentes formas de capital (el
económico, el simbólico) para poner el foco en los diferentes estados
del capital cultural según su nivel de estabilidad y codificación, que
varían según se trate de sociedades precapitalistas o de sociedades
altamente diferenciadas. Partiendo de estas precisiones –y con una
formidable revisión de clásicos de las humanidades–, se adentra en el
campo cultural para explicar cómo funcionan los golpes de autoridad y
los circuitos de legitimación o desacreditación simbólica. Atento a los
cruces entre el mundo intelectual y el periodístico, observa cuáles son
las estrategias para determinar quién existe como pensador o escritor (y
qué cosa es un buen escritor), quién merece ser leído y comentado,
mientras pone en evidencia los criterios arbitrarios y prefijados de los
balances habituales en la prensa cultural ("las mejores novelas del
año", "las nuevas voces"). Como no hay una clasificación objetiva
respecto de qué es bueno o no, quién existe o no, y esa ausencia es un
hecho social, sobrevienen la angustia y el temor a ser excluido del
reconocimiento. En ese sentido, con reveladores análisis de El proceso
de Kafka y otras obras literarias en las que ve un modelo dramatizado
de la sociedad, Bourdieu señala que los universos intelectuales, donde
circula y da rentas el capital simbólico, son un espacio
hipercompetitivo, lleno de incertidumbre: allí, los ingresantes hacen
sus apuestas vitales al tiempo que sienten amenazada su identidad y su
existencia misma. Mirando con lupa ese universo, sin dar nada por
sentado, este esperado libro se revela ineludible para comprender la
vida social y los sobresaltos que conlleva. Con la experiencia del
investigador y la generosidad del docente, en diálogo con otras
disciplinas como la antropología y el psicoanálisis, Bourdieu demuestra
acabadamente que las ciencias sociales están llenas de experimentación.
This is the third of five volumes based on the lectures given by Pierre Bourdieu at the Collège de France in the early 1980s under the title General Sociology. In these lectures, Bourdieu sets out to define and defend sociology as an intellectual discipline; in doing so he introduces and clarifies all the key concepts for which he has become so well known, concepts that continue to shape the way that sociology is practised today.
In this volume, Bourdieu focuses on one of these key concepts, capital, which forms part of the trilogy of concepts – habitus, capital, field – that define the core of his theoretical approach. A field, as a social space of relatively durable relations between agents and institutions, is also a site of specific investments, which presupposes the possession of specific forms of capital and secures both material and symbolic profits. While there are many different forms of capital, two are fundamental and effective in all social fields: economic capital and cultural capital. These and other forms of capital exist only in relation to the fields in which they are deployed: the distribution of the forms and quantities of capital constitutes the structure of the field within which agents act and they confer power over the field, over the mechanisms that define the functioning of the field and over the profits engendered in the field – over, for example, the transmission of cultural capital in the educational system.
An ideal introduction to one of Bourdieu’s most important concepts, this volume will be of great interest to the many students and scholars who study and use Bourdieu’s work across the social sciences and humanities, and to general readers who want to know more about the work of one of the most important sociologists and social thinkers of the twentieth century.
Este é o primeiro volume da publicação do "Curso de sociologia geral",
título que Pierre Bourdieu escolheu para seus cinco primeiros anos
letivos no Collège de France. Ele reúne as oito aulas do primeiro ano,
apresentadas entre abril e junho de 1982. Os quatro anos seguintes serão
publicados posteriormente em quatro outros volumes.Neste primeiro ano,
Bourdieu concentra-se no problema da relação entre a sociologia e o
mundo social que ela analisa, mundo já constituído na prática pelos
agentes que nele vivem – incluindo os próprios agentes que se posicionam
como cientistas sociais. Como gerar classificações propriamente
científicas num mundo já classificado na prática? Como essas
classificações participam da luta cotidiana dos agentes em seus espaços
sociais? Como isso repercute na atividade dos cientistas sociais?
Desenvolvida numa linguagem clara e didática, esta é a base sobre a qual
Bourdieu construirá os anos seguintes de seu curso, onde enfocará seus
conceitos fundamentais de habitus, campo e capital.
Tradução de Fábio Ribeiro
Webinar. Lançamento do livro “Sociologia geral”, de Pierre Bourdieu (Vozes, 2021)
Questo secondo volume dei quattro previsti per l’edizione italiana,
Sistema, habitus, campo, raccoglie le lezioni tenute da novembre 1982 a
gennaio 1983, dedicate alla delicata fase di passaggio dalla logica
della ricerca sociologica, con un costante esercizio di autoanalisi
della propria pratica, alla messa in opera dei concetti fondamentali di
habitus e campo, mostrando la grande forza della Sociologia come presa
di libertà rispetto ai determinismi della propria posizione, con una
defezione dallo spirito del corpo per spingere avanti la ricerca
scientifica. Questa ricerca viene presentata qui come una costante
azione collettiva che aiuta a modificare i campi e gli habitus e ad
affrontare in maniera consapevole le resistenze dei detentori del
monopolio dell’ordine costituito.
Pierre Bourdieu
(Denguin 1930 - Parigi 2002) è stato uno dei maggiori sociologi del XX
secolo. Ha insegnato all’École des Hautes Études en Sciences Sociales e
al Collège de France. Ha fondato e diretto la rivista “Actes de la
recherche en sciences sociales” e il Centre de Sociologie Européenne.
Tra le sue opere pubblicate in italiano: La distinzione (1983), La responsabilità degli intellettuali (1991), Risposte (1992), Il dominio maschile (1998), Meditazioni pascaliane (1998), Per una teoria della pratica (2003), Le regole dell’arte (2005), Sullo Stato (2013), Homo academicus (2013), La miseria del mondo (2015), Un’arte media (2018), La logica della ricerca sociale (2019).
Ciro Pizzo
è ricercatore t. d. in Sociologia generale all’Università “Suor Orsola
Benincasa” di Napoli. Studia i meccanismi ordinativi della società e la
costruzione dei dispositivi discriminatori. Ha tradotto, tra l’altro,
Robert Castel, Metamorfosi della questione sociale (2019), La discriminazione negativa (2008), Robert Castel e Claudine Haroche, Proprietà privata, proprietà sociale, proprietà di sé (2013), Jan Spurk, E se le rane richiedessero un re? (2015). Tra le sue opere, Ordines moderni (2010) e, con Ciro Tarantino, La sociologie des possibiles (2015).
El pensamiento de Pierre Bourdieu no es una
foto o una película de la realidad. Al contrario, busca descubrir cosas
invisibles, las relaciones que no se dejan fotografiar, las estructuras
ocultas, incorporadas al punto de presentarse como naturales.
En este Curso de
Sociología General I. Conceptos fundamentales, Bourdieu expone qué es
para él la sociología, cuál es su objetivo y qué significa ser sociólogo. Hay
que volver, dice, a los conceptos fundamentales para transmitir en qué consiste
el genuino trabajo del investigador e inculcar una forma original de pensar en
lugar de un cuerpo de conocimiento establecido que empobrece o automatiza la
investigación.
En un tono didáctico, valiéndose de
referencias empíricas y de comentarios en no pocas ocasiones irónicos, Bourdieu
no solo expone paso a paso y de un modo sistemático conceptos esenciales como
«habitus», «campo» o «capital»; además, revisa la noción de la sociología como
ciencia de las instituciones y analiza las operaciones de nominación y
clasificación, los ritos que legitiman lugares y posiciones para determinados
agentes sociales.
Traduction par Ezequiel Martínez Kolodens
Pierre Bourdieu ha sido uno de los
intelectuales más influyentes de Francia durante la última mitad del
siglo XX. La variedad de las temáticas que estudió y el intento de
llevar a la práctica la construcción interdisciplinaria de diversos
objetos de estudio evidencian su capacidad para hacer coincidir su
producción intelectual con los problemas más relevantes de la sociedad
y, en especial, de los sectores dominados.
Nació en 1930 en
Denguin, en el suroeste de Francia. Realizó sus estudios en la École
Normale Supérieure y en la Facultad de Letras de París. En 1981, fue
designado en el puesto académico más prestigioso de Francia, el Collège
de France, con el título de Profesor Titular de Sociología, cátedra que
dictó hasta su muerte en enero de 2002.
Buena parte de su obra ha
sido publicada en castellano por Siglo XXI: Homo academicus ; El sentido
práctico; Capital cultural, escuela y espacio social; Argelia 60.
Estructuras económicas y estructuras temporales; Los herederos. Los
estudiantes y la cultura (junto con Jean-Claude Passeron); Una
invitación a la sociología reflexiva (junto con Loïc Wacquant) y El
oficio de sociólogo (junto con Jean-Claude Chamboredon y Jean-Claude
Passeron).
This is the first of five volumes that will be based on lectures given by Pierre Bourdieu at the Collège de France in the early 1980s under the title ‘General Sociology’. In these lectures, Bourdieu sets out to define and defend sociology as an intellectual discipline, giving it his own distinctive twist. In doing so he introduces and clarifies all the key concepts for which he has become so well-known, such as field, capital and habitus, concepts that continue to shape the way that sociology is practiced today. In this first volume, Bourdieu focuses on the fundamental social processes of naming and classifying the world, the ways that social actors use words to construct social objects and the struggles that arise from this. The sociologist encounters a world that is already named, already classified, where objects and social realities are marked by signs that have already been assigned to them. In order to avoid the naiveté and confusion that stem from taking for granted a world that has been socially constituted, sociologists must examine the part played by words in the construction of social things – or, to put it differently, the contribution that classification struggles, a dimension of all class struggles, play in the constitution of classes, including classes of age, sex, race and social class.
An ideal introduction to some of Bourdieu’s most important concepts and ideas, this volume will be of great interest to the many students and scholars who study and use Bourdieu’s work across the social sciences and humanities, and to general readers who want to know more about the work of one of the most important sociologists and social thinkers of the 20th century.
Pierre Bourdieu (1930-2002) was one of
the most influential sociologists and anthropologists of the late
twentieth century. He was Professor of Sociology at the Collège de
France and Director of Studies at the École des Hautes Etudes en
Sciences Sociales. His many works include Outline of a Theory of
Practice, Distinction: A Social Critique of the Judgement of Taste, The
Rules of Art, The Logic of Practice and Pascalian Meditations.
Pierre Bourdieu
Habitus and Field
General Sociology, Volume 2
Lectures at the Collège de France
1982-83
Polity
2019
Présentation de l'éditeur
Translated by Peter Collier
This is the second of five volumes based on the lectures
given by Pierre Bourdieu at the Collège de France in the early 1980s
under the title ‘General Sociology’. In these lectures, Bourdieu sets
out to define and defend sociology as an intellectual discipline, and in
doing so he introduces and clarifies all the key concepts which have
come to define his distinctive intellectual approach.
In this
volume, Bourdieu focuses on two of his most important and influential
concepts: habitus and field. For the social scientist, the object of
study is neither the individual nor the group but the relation between
these two manifestations of the social in bodies and in things: that is,
the obscure, dual relation between the habitus – as a system of schemas
of perception, appreciation and action – and the field as a system of
objective relations and a space of possible actions and struggles aimed
at preserving or transforming the field. The relation between the
habitus and the field is a two-way process: it is a relation of
conditioning, where the field structures the habitus, and it is also a
relation of knowledge, with the habitus helping to constitute the field
as a world that is endowed with meaning and value. The specificity of
social science lies in the fact that it takes as its object of knowledge
a reality that encompasses agents who take this same reality as the
object of their own knowledge.
An ideal introduction to some of
Bourdieu’s most important concepts and ideas, this volume will be of
great interest to the many students and scholars who study and use
Bourdieu’s work across the social sciences and humanities, and to
general readers who want to know more about the work of one of the most
important sociologists and social thinkers of the 20th century.
Sociologia generale Corso al Collège de France Vol. I
A cura di Gianvito Brindisi e Gabriella Paolucci
Mimesis
Cartografie sociali
2019
Présentation de l'éditeur
Pierre Bourdieu (1930-2002) ha consacrato i suoi primi cinque anni d’insegnamento al Collège de France a un Corso di Sociologia generale. Primo volume dei quattro previsti per l’edizione italiana, La logica della ricerca sociale raccoglie le lezioni tenute da aprile 1981 a novembre 1982, dedicate alla teoria della pratica scientifica e all’analisi delle operazioni fondamentali della ricerca sociologica. Ci troviamo così immersi nei temi e nei concetti centrali dello spirito scientifico di Bourdieu: non solo la descrizione della portata euristica delle nozioni di habitus, campo e capitale, ma anche la relazione tra il soggetto della ricerca scientifica e il suo oggetto, la specificità delle operazioni di classificazione e di nominazione in una scienza che si occupa di soggetti che agiscono, pensano, parlano e classificano.
Pierre Bourdieu (Denguin 1930 - Parigi 2002) è stato uno dei maggiori sociologi del XX secolo. Ha insegnato all’École des Hautes Études en Sciences Sociales e al Collège de France. Ha fondato e diretto la rivista “Actes de la recherche en sciences sociales” e il Centre de Sociologie Européenne. Tra le sue opere pubblicate in italiano: La distinzione (1983), La responsabilità degli intellettuali (1991), Risposte (1992), Il dominio maschile (1998), Meditazioni pascaliane (1998), Per una teoria della pratica (2003), Le regole dell’arte (2005), Sullo Stato (2013), Homo academicus (2013), La miseria del mondo (2015), Un’arte media (2018).
Gianvito Brindisi è ricercatore in Filosofia del diritto all’Università degli Studi della Campania “Luigi Vanvitelli”. Ha pubblicato vari saggi sulla dimensione giuridica e politica della sociologia di Bourdieu, instaurando un confronto con Foucault, Marx, Althusser e Thompson, oltre che con la psicoanalisi freudiana e lacaniana. Ha altresì curato, con Orazio Irrera, la pubblicazione degli atti del convegno internazionale Bourdieu/Foucault: un rendez-vous mancato? (“Cartografie sociali”, 2017).
Gabriella Paolucci è professore associato di Sociologia presso l’Università degli Studi di Firenze. Sull’opera di Pierre Bourdieu ha pubblicato, oltre a numerosi saggi, Introduzione a Bourdieu (20182). Ha curato Bourdieu dopo Bourdieu (2010) e, per Mimesis, Bourdieu e Marx. Pratiche della critica (2018). Ha collaborato al volume collettaneo Re-Thinking Economics. Exploring the Work of Pierre Bourdieu (2014).
Ce volume rassemble les deux premières années sur les cinq que Pierre
Bourdieu consacra au cours de « sociologie générale » par lequel il
inaugura son enseignement au Collège de France.
Prononcées dans
une institution au sein de laquelle la place de la sociologie était
encore largement à faire, ces leçons exposent d’une manière
particulièrement claire et méthodique les concepts fondamentaux qu’il a
développés et les différentes traditions, en philosophie et en sciences
sociales, avec ou contre lesquelles il les a forgés.
En raison de
l’objectif affiché, ce cours peut être lu comme une présentation
systématique de la théorie qu’il a élaborée, doublée d’une
reconstruction inédite de sa genèse. Si Bourdieu a continué
d’approfondir et de complexifier ses analyses au fil de son œuvre,
l’entreprise menée ici est restée sans équivalent et représente sans
doute la meilleure introduction jamais donnée à son travail.
Pierre Bourdieu
Sociologie générale
volume 2
Cours au Collège de France (1983-1986)
Seuil
Points Essais
2019
Présentation de l'éditeur
Ce second volume du cours de « sociologie générale » de Pierre
Bourdieu complète la présentation systématique de son appareil
conceptuel et de sa démarche méthodologique.
Après avoir insisté,
au cours des deux années précédentes, sur les notions d’habitus et de
champ, Bourdieu consacre une large part des trois suivantes à celle de
capital. Attentif aux difficultés de la transmission des savoirs, le
sociologue réorganise par ailleurs son cours en le divisant en deux
parties. La première, appelée « leçon », poursuit la présentation
formelle de sa théorie. La deuxième, baptisée « séminaire », est quant à
elle consacrée à des études de cas. Cet exercice de synthèse, jamais
vraiment renouvelé par Bourdieu, offre ainsi un exposé particulièrement
accessible et vivant de l’une des entreprises théoriques les plus
exigeantes en sciences sociales.
Pierre Bourdieu (1930-2002)
Professeur
de sociologie au Collège de France, il a écrit de nombreux ouvrages qui
ont une influence majeure dans les sciences sociales aujourd’hui.
Ce second volume du cours de « sociologie générale », selon l’intitulé
que Pierre Bourdieu avait donné au premier cycle de son enseignement au
Collège de France, complète la présentation systématique de son appareil
conceptuel et de sa démarche méthodologique.
Après avoir insisté, au
cours des deux années précédentes, sur les notions d’habitus et de
champ, Bourdieu consacre une large part des trois suivantes à celle de
capital et à l’articulation de ses trois concepts fondamentaux. Attentif
aux difficultés de la transmission des savoirs, le sociologue
réorganise par ailleurs son cours en le divisant en deux parties. La
première, appelée « leçon », poursuit la présentation formelle de sa
théorie. La deuxième, baptisée « séminaire », est quant à elle consacrée
à des recherches en cours. Sont ainsi successivement abordés,
notamment, un sondage réalisé en vue d’établir un classement des
intellectuels influents, la révolution symbolique opérée par Manet et
des lectures sociologiques d’œuvres littéraires, parmi lesquelles
Le Procès de Kafka et La Promenade au phare de Virginia Woolf.
Cet
exercice de synthèse, jamais vraiment renouvelé par Bourdieu, offre
ainsi un exposé particulièrement accessible et vivant de l’une des
entreprises théoriques les plus exigeantes en sciences sociales.
Johan Heilbron, directeur de recherche au CNRS(TH)
(
CESSP
)
Dominique Marchetti, directeur de recherche au CNRS(TH)
(
CESSP
)
Louis Pinto, directeur de recherche émérite au CNRS
(
CESSP
)
Il ne s’agit pas d’un séminaire de recherche mais d’un
enseignement surtout destiné aux étudiants, de niveau master et de
doctorat. Son intention principale est pédagogique : l’objectif en est
de faire connaître la sociologie de Pierre Bourdieu qui, trop souvent,
est approchée à travers des résumés, des approximations, des débats
irréels et imprécis. Cette familiarisation avec l’œuvre devra être
réalisée par la pratique, c’est-à-dire par la confrontation avec des
travaux empiriques où les notions sont réellement employées. Bien
entendu, rien n’empêche de faire aussi appel à des textes plus
théoriques de Bourdieu, mais toujours dans le souci d’en montrer la
portée et l’intérêt pour la recherche.
Renseignements :
contacts : Johan Heilbron ou Louis Pinto ou Dominique Marchetti. Adresse(s) électronique(s) de contact : louis.pinto(at)cse.cnrs.fr, heilbron(at)msh-paris.fr, dominique.marchetti(at)cnrs.fr